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terça-feira, 10 de maio de 2016

Cristãos malianos são atingidos com a quebra dos acordos de paz - Portas Abertas

 
Recentemente, houve um confronto entre manifestantes que protestavam contra as tropas francesas, na cidade de Kidal, que fica no norte do Mali. O motivo foi a prisão de supostos militantes islâmicos por soldados franceses. De acordo com informações do France24, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas. Em notícia relacionada, há informações de que três soldados franceses também foram mortos quando o comboio foi atingido por uma mina terrestre. A agência de notícias Reuters disse que as autoridades malianas apreenderam um suspeito de participar do ataque contra um resort de praia, na Costa do Marfim, em março, que se acredita ter sido comandado pela Al-Qaeda, no Magrebe islâmico.
Todos esses acontecimentos mostram que a segurança no Mali é precária. "Enquanto a missão francesa apoiada pela ONU, no Mali, conseguiu recuperar territórios capturados por grupos jihadistas que operam na região, esses grupos continuam a ser uma ameaça para a paz e a estabilidade do país, além de comprometer as nações vizinhas", comenta um dos analistas de perseguição. Segundo ele, mesmo a cooperação entre os governos da região não tem sido suficiente para vencer a luta contra os grupos jihadistas. "Os cristãos locais também estão sendo atingidos e a situação é alarmante", afirma o analista.
A igreja no Mali vive sob crescente pressão. A situação do país não é boa e a perseguição religiosa tem aumentado depois que os extremistas islâmicos passaram a quebrar os acordos de paz feitos com o governo. O país ocupa a 44ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa, onde 95% da população é muçulmana. O sul do país é um pouco mais tranquilo, enquanto que a região norte apresenta uma perseguição mais acentuada, por isso, muitos cristãos malianos fogem para lá na tentativa de salvarem suas vidas. Apesar de tantas dificuldades, a igreja continua crescendo. Interceda pelos nossos irmãos.
Fonte - Site Portas Abertas

sábado, 7 de maio de 2016

Iraque - Perseguição Religiosa

Iraque


Desde o início dos anos 90, a igreja iraquiana vem enfrentando forte perseguição em todas as áreas. Os recém-convertidos de origem islâmica passam ainda por outra perseguição, mais hostil e subliminar: a perseguição por parte de familiares. A situação com eles é particularmente tensa, pois muitos já foram expulsos de suas famílias e comunidades, ficando à mercê de perseguidores de grupos radicais. Apesar de não haver registros de prisões sem julgamentos, as mortes e torturas contra os cristãos prevalece no país.
Além disso, igrejas, mosteiros e residências cristãs são tomadas, destruídas e muitas vezes incendiadas, principalmente em Mosul e em áreas da planície de Nínive.
Grandes áreas do território povoado do Iraque continua sob o controle do Estado Islâmico. Esta situação não deverá mudar no curto prazo e é suscetível de conduzir a uma nova onda de migrantes - incluindo cristãos - deixando o país.
Apesar de alguns avanços no Norte do país por parte das forças iraquianas e curdas, com a ajuda do Irã e da coalizão liderada por países ocidentais, grandes partes do território do Iraque, que são povoadas, continuam sob o controle de radicais islâmicos, principalmente do Estado Islâmico e do Al-Qaeda. De acordo com jornais locais "o poder de milícias xiitas é preocupante e há pouco progresso na retomada de confiança de sunitas insatisfeitos".
Há uma variedade de cenários possíveis para o futuro. Um deles é que esse quadro continue avançando e ganhando poder, o que traria consequências regionais mais graves, principalmente contra o cristão. Além disso, a divisão cada vez mais forte entre muçulmanos sunitas e xiitas combinados com altos níveis de violência, pode acarretar no esmagamento de grupos minoritários.
Este cenário se agrava com o aumento da desconfiança entre os diferentes grupos religiosos e étnicos. Os níveis mais baixos de tolerância combinada com a contínua presença ou o crescimento do Estado Islâmico terá consequências nefastas para as minorias religiosas, incluindo os cristãos. 
Outro cenário possível é que o Al-Qaeda intensifique os seus esforços para mostrar que estão seguindo os códigos islâmicos rigorosos e estão lutando contra os hereges e infiéis. Apesar de ser um grupo dissidente do Al-Qaeda, o Estado Islâmico se afastou muito do que é considerado aceitável em nível de violência e outras táticas utilizadas em guerra. Esta situação também irá aumentar os riscos para os cristãos.
Um terceiro, mas positivo cenário, apresenta a possibilidade dos diferentes grupos étnicos e religiosos no Iraque se unirem contra o radicalismo islâmico. Isso pode trazer mais estabilidade ao país. 
Fonte : Site portas Abertas